Machu Picchu – Peru (2016)

Vídeo da Viagem

Roteiro da Viagem

{ 17 dias – 8.800 km }

{ Brasil – Argentina – Chile – Peru }

mapa-1

Adesivo da Viagem:

img_0980

Dia 1. Ponta Grossa – Barracão {Total: 460 km}

 Saímos de Ponta Grossa – PR dia 25 de Dezembro de 2016 às 10 da manhã, fomos em 3 motos e 5 pessoas: Letícia e Cássio, Jean e Liriane e Vagner.

Seguimos por Guarapuava e almoçamos no Posto Três Pinheiros e já aproveitamos para fazer o primeiro abastecimento das motos. O dia estava tranquilo na estrada porque como era dia Natal o movimento maior seria no fim de tarde e como nosso destino era só ate Barracão, na divisa entre Brasil e Argentina, chegamos em torno das 17 hrs no hotel, tomamos banho e saímos para comemorar o início da nossa jornada.

Dia 2. Barracão – Pres. Roque Saenz Peña (Argentina) {Total: 1.290 km}

Saímos cedo para fazer a alfândega e precisamos apenas mostrar carta verde e documentos pessoais e da moto e logo fomos liberados. Aproveitamos para trocar reais por pesos argentinos na alfândega. Seguimos viagem pelo interior da Argentina com uma pista muito boa e sem movimento, fazendo o dia render muito bem.

Apenas o calor que castigava muito, perto dos 40 graus, tivemos que parar muitas vezes para tomar água e descansar, inclusive num posto não tinha combustível e tivemos que recorrer para os galões que carregávamos na moto.

O Chaco Argentino nos rendeu uma bela foto de todas as motos, a primeira vez que utilizávamos drone nas nossas viagens.

DCIM100MEDIADJI_0012.JPG

Passamos pela cidade de Posadas pela manhã e já perto da hora do almoço cruzamos a cidade de Corrientes, onde paramos para abastecer e almoçar um sanduíche no posto mesmo, pois como estava calor e queríamos chegar cedo achamos melhor não entrar na cidade.

Chegando na cidade de Presidencia Roque Saenz Peña, depois de 880 km rodados, pegamos uma chuva de verão, mas o calor era tanto que ficamos com preguiça de colocar as capas de chuva e nos molhamos um pouco.

A cidade era bem pequena e nem no mapa da moto aparecia, tivemos que nos localizar pelas placas e quase não acreditamos na qualidade do hotel que ficamos Atrium Gualok, uma verdadeira surpresa, tinha casino, piscina, sauna, academia e restaurante. Jantamos no hotel mesmo, um delicioso Bife de Chorizo com uma Cerveja Quilmes Gelada.

Dia 3. Pres. Roque Saenz Peña – Purmamarca {Total: 2.030 km}

Choveu a noite toda e saímos de manhã do hotel já com capas de chuva. Almoçamos novamente no posto porque como o dia era longo até nosso destino Purmamarca, não queríamos perder tempo. O dia inteiro pegamos chuva mas o lado bom é que estava um dia muito mais fresco.

Durante o dia a paisagem começou a mudar muito, saímos das retas nos Chacos Argentinos e começamos a subir em direção ao Cerro de los Siete Colores que são restos de sedimentos de rios, lagos e mares e ação dos movimentos tectônicos, deixamos cada montanha com um cor diferente.

img_1300

Já pudemos sentir o frio e as consequência da altitude, como dores de cabeça, náuseas e zumbido no ouvido, cidade está a 2.300 m.

Depois de 745 km chegamos no Hotel Terrazas de La Posta, excelente, muito bem localizado, café da manhã ótimo e quarto grande e climatizado e nos arrumamos e já saímos para o centrinho da cidade para comprar folhas e balas de coca para combater o mal da altitude e jantar.

DCIM100MEDIADJI_0021.JPG

Dia 4. Purmamarca – San Pedro de Atacama {Total: 2.455 km}

Saímos do hotel logo cedo e subindo a montanha em direção a fronteira entre Argentina e Chile, que é como um caracol, chamado Cuesta del Lipán, chegamos a altitude de 4.000m e um frio de 4,5 graus, tivemos que nos agasalhar muito bem.

Próximo a Purmamarca ficam as Salinas Grandes, um surpreende deserto de sal que é o resto de um lago que secou a milhares de anos, numa a área de 12.000 hectares e cortada pela Ruta 52 que leva ao Deserto do Atacama.

Fizemos algumas fotos e vídeos no salar e seguimos viagem até chegar no Paso de Jama, a fronteira entre os dois países. Fica a 4.200 m de altitude e sentimos o mal de altitude mesmo de moto, pois assim que paramos e descemos das motos o calor, as roupas quentes e a altitude nos deixaram com dor de cabeça e uma pressão nos olhos que parecia que iam pular para fora, usamos mais algumas folhas de coca.

Depois de uns 30 minutos passou e assim como tinha sido no ano passado, quando cruzamos por essa fronteira, a fila era enorme, muitos ônibus de turistas, muita burocracia, umas 7 cabines para carimbar papéis e quase 2 horas de trâmites.

img_1386

Entramos no Deserto do Atacama propriamente dito, ele está localizado na região norte do Chile com cerca de 1000 km de extensão e considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo, pois chove muito pouco.

Pegamos muito vento lateral, chegando até a atrapalhar o desempenho da moto, tivemos que ter muito cuidado com esse trecho. No fim da tarde, depois de 410 km chegamos na cidade de San Pedro do Atacama, um verdadeiro oásis no meio do deserto.

Ficamos hospedados no Patta Hoiri Hotel, muito bom e bem perto da Caracoles, que é a rua principal de San Pedro, repleta de restaurantes, bares e agências de turismo que oferecem todos os tipos de excursões.

Descarregamos as malas, tomamos banho e já saímos para curtir a animada noite na cidade, fomos novamente ao melhor restaurante da cidade, o Café Adobe.

Dia 5. San Pedro de Atacama

Tiramos o dia para descansar, curtir a cidade e fazer excursões. Começamos passeando pela feirinha da cidade que fica na praça principal, visitamos a Igreja de San Pedro, pequena e simpática e que foi construída em 1774 pelos jesuítas espanhóis que colonizaram a região.

Almoçamos num restaurante muito bom, chamado La Estaka, também na avenida Caracoles, e fomos até uma agência de turismo para comprar o passeio para as Lagunas Escondidas, que como era longe da cidade, optamos por ir de van.

img_1512

As Lagunas Escondidas são 7 lagunas com um azul que parece o Mar do Caribe e possui uma alta concentração de sal, então o corpo não afunda. A primeira e a última são liberadas para o banho, a água é muito gelada, mas logo acostumamos.

img_1521

O passeio durou praticamente a tarde toda e na volta paramos num mirador para apreciar o pôr do sol que foi incrível e deixou todos de boca aberta… simplesmente inesquecível naquele lugar tão exótico.

img_6958

Dia 6. San Pedro de Atacama – Arica (Chile) {Total: 3.170 km}

Acordamos cedo, nos despedimos de San Pedro do Atacama e seguimos viagem pois seria um dia longo até o Oceano Pacífico. Como chegamos com combustível suficiente para seguir viagem, não abastecemos no único posto de San Pedro do Atacama, que sempre tem uma fila enorme, optamos por abastecer em Calama, uma cidade que fica a 100 km de distância.

img_6974

Durante todo o dia muito calor ao cruzar o deserto, novamente muito vento lateral e uma paisagem incrível, parecendo que estávamos em outro planeta. Encontramos algumas áreas com geoglifos, que são grandes figuras desenhadas no chão em morros ou regiões planas.

Já chegando em Arica, nos deparamos com um monumento construído pelo escultor Juan Diaz Fleming em 1996 para romper a vastidão e horizontalidade do deserto, essas esculturas representam a marca do homem moderno no deserto de maneira mística.

DCIM100MEDIADJI_0059.JPG

Seguir em direção ao Oceano Pacífico é uma sensação à parte, ainda mais apreciando o pôr do sol, paramos as motos na praia, descansamos e curtimos o belo fim de tarde, afinal tínhamos viajado 700 km. Nossa vontade era ficar num hotel maravilhoso que tem na costa, chamado Hotel Apacheta porém estava lotado mesmo um mês antes de viajarmos, quando fizemos todas as nossas reservas pelo Booking.

Optamos por ficar num hotel no centro da cidade, chamado Aruma Hotel Boutique um hotel muito bom, porém de moto deu muito trabalho, pois não tinha estacionamento no hotel e tivemos que deixar num estacionamento na rua lateral.

Dia 7. Arica (Chile) – Puno (Peru) {Total: 3.660 km}

Acordamos bem cedo e saímos animados para finalmente entrar em território peruano. A fronteira foi um pouco demorada, pois tivemos que preencher vários papéis de saída do território chileno e para dar a entrada no território peruano tivemos que passar todas as malas da moto por um raio-X, o que gerou uma certa preocupação em relação ao drone, mas foi tudo tranquilo e ninguém pediu para revistar nada.

Saindo da fronteira, a menos de 1 km, paramos numa agência para fazer o Seguro Obrigatório de Acidentes de Trânsito – SOAT – todo veículo que circule em território peruano deve contar com uma apólice vigente e contratamos o seguro apenas para os dias em que ficaríamos no país.

Já na primeira cidade peruana chamada Tacna o trânsito estava uma loucura, muito movimento e comércio de rua, tivemos que ter muito cuidado com as pessoas cruzando nossa frente pois para piorar ainda era dia 31 de dezembro.

Diferentemente da Argentina e do Chile, os posto de gasolina no Peru são raros e quanto tem são apenas as bombas de combustível, sem nenhum tipo de conveniência, sem banheiro e nem água para comprar. Paramos no primeiro posto de controle de documentos e como a fome apertou, a solução foi comer nossas bolachas lá mesmo.

img_6987

Quando pegamos a estrada achamos que as paisagens iriam nos surpreender menos, mas nos deparamos com as verdadeiras maravilhas naturais do Peru. Dirigimos por estradas com serras e constantes curvas em “U” que chegaram as gastar pastilhas de freios e pneus mais que o normal e vistas inimagináveis.

Rodamos uns 120 km numa serra sem fim até atingirmos 4.500 m de altitude e temperatura de 3º C, nesse momento começou uma chuva e tivemos que parar colocar capas de chuva e novamente a altitude pegou, pois em Tacna estávamos a 500 m acima do mar e agora 4.500 m, o jeito foi descansar um pouco. Foi um trajeto difícil e logo a fome apertou novamente, tivemos que recorrer para bolacha e barrinha de cereal na beira da estrada.

No fim da tarde, após 460 km, chegamos no Lago Titicaca que é o lago navegável mais alto do mundo, está dentro de uma região desértica e árida e no topo da maior cordilheira da América Latina, Puno é a cidade que se formou nos seus arredores, e também conta com um trânsito caótico: uma mistura de carros, motos, tuk tuk (aqueles carrinhos indianos que popularizaram por aqui), comércio de rua e pessoas cruzando nossa frente o tempo todo.

Finalmente chegamos no Hotel Libertador Lago Titicaca, um verdadeiro paraíso numa ilha dentro do Lago Titicaca. Perfeito para o que queríamos: conforto e tranquilidade para curtir a Noite de Réveillon.

img_1687

O jantar do hotel foi maravilhoso e ainda contamos com o evento do Ano Novo Andino, com apresentações e explicações sobre a cultura andina, como usar o amarelo para atrair boa sorte para o ano que está chegando.

 Sentimos as consequências da altitude novamente, pois o lago está a 3.820 m e além do frio a noite, precisamos mascar algumas folhas de coca para aclimatar novamente.

Dia 8. Puno – Cusco {Total: 4.040 km}

Dormimos até tarde e saímos bem descansados para continuar nossa aventura. Porém já na saída de Puno tivemos aquela surpresa que nenhum motoqueiro gosta de ter: Chuva de Granizo… Foi em questão de minutos, e as pedras eram tantas e tão grandes que tivemos que parar imediatamente colocar as capas de chuvas e evitar deslizamentos com as motos. O chão ficou totalmente branco mas também em questão de minutos a chuva parou.

Durante o planejamento da viagem, o que mais ouvimos falar foi a respeito de uma cidade entre Puno e Cusco, chamada Juliaca, que tinha um trânsito caótico também e levava muito tempo para cruzá-la, mas para nossa sorte saímos do hotel ainda pela manhã e era feriado do dia 01 de janeiro, então pegamos um movimento normal na cidade, mas nada que tivéssemos que ficar parados no trânsito.

img_1689

Durante a tarde começamos a seguir ruma a Capital Inca: Cusco. Um caminho lindo cheio de serras e uma paisagem incrível. Após 387 km chegamos em Cusco, que é uma cidade para se visitar ao menos uma vez na vida, está a 3.400m acima do nível do mar e representa o apogeu do império inca e da miscigenação da cultura espanhola à cultura andina, rodeada de sítios arqueológicos, obras humanas e arquitetura colonial.

img_1709

Ficamos hospedados no Hotel Best Western Los Andes de América, antigo mais muito bem localizado, perto da Plaza de Armas e portanto conseguimos percorrer todo o centro histórico a pé. Como não tinha estacionamento no hotel, tivemos que levar as motos até um estacionamento próximo. A noite saímos para jantar num restaurante japonês peruano excelente, chamado Limo.

img_1715

Dia 9. Cusco – Ollantaytambo {Total: 4.125 km}

Aproveitamos a manhã em Cusco para conhecer mais da cidade, visitar as igrejas e feiras de artesanato e almoçamos no Restaurante Inka Grill e provamos carne de lhama, muito parecida com carne bovina.

Depois do almoço voltamos para o hotel, arrumamos a mala e partimos sentido Ollantaytambo, foram 72 km e é a última cidade que se pode chegar de carro ou moto para ter acesso ao Machu Picchu, depois de lá só de trem ou para quem tiver mais tempo pode fazer a Trilha Inca a pé que leva 3 dias.

img_1808

Seguimos pelo Vale Sagrado por estradas de terra e paramos para visitar um Sítio Arqueológico chamado Maras Moray, uma ruína intrigante e que tem muitas teorias sobre o lugar: teria sido um enorme anfiteatro, no centro existiam lutas ou jogos e a mais provável é que era uma estação de desenvolvimento agrícola onde os Incas testavam diversos tipo de sementes e práticas de colheita.

No fim da tarde chegamos no povoado de Ollantaytambo e nos hospedamos no Hotel Tikawasi Valley, bem localizado e perto do centrinho onde saímos para jantar à noite. As motos ficaram no estacionamento do hotel, logo em frente.

Dia 10. Machu Picchu

Acordamos 05 hrs da manhã para o nosso grande dia da viagem, tomamos café e caminhamos para a estação de trem que ficava à 20 minutos do hotel, nossa passagem de trem era para às 07 hrs da manhã e seriam 1:3o de viagem. Compramos tudo com antecedência, a passagem do trem na companhia Inca Rail e o Ingresso do Machu Picchu.

img_1853

Chegamos de trem no povoado de Águas Calientes e lá saímos a procura de uma bilheteria que vende a passagem para subir de ônibus até a entrada do parque e só pode ser comprada na hora. Também tem a opção de ir a pé e leva em torno de 2 horas. A subida de ônibus levou em torno de meia hora, ainda eram 10 horas da manhã mas a fila de entrada no portão do parque já era enorme.

Machu Picchu é uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno e Patrimônio Mundial da UNESCO, do alto de seus 2.400 metros de altitude a cidade perdida dos Incas é repleta de história e misticismo, deixando qualquer um perplexo com a misteriosa arquitetura cravada nas montanhas.

img_7059

 

A caminhada por toda Cidade Perdida levou em torno de 3 horas e na mochila levamos água e um lanche, pois dentro do parque não tem opção para compras. Foi um dia incrível e saímos do parque realizados e com uma lembrança inesquecível em nossas memórias e em nossos passaportes.

Dia 11. Ollantaytambo – Puerto Maldonado {Total: 4.770 km}

Saímos cedo e começamos oficialmente nossa volta para casa pela Carretera Interoceanica Sur, o caminho até Puerto Maldonado era demorado porque teríamos muitas montanhas pela frente, em torno de 250 km de curvas subindo a Cordilheira dos Andes.

img_2085

Assim que começamos a descer a Cordilheira vimos muitas cachoeiras e mais curvas, uma estrada excelente que foi recém construída. Estávamos cruzando a Selva Amazônica Peruana e em alguns trechos a água passava pela estrada então tínhamos que ter cuidado para não derrapar, passamos por muitas vilas e lugares pobres e vimos muitas lhamas pelo caminho.

No fim do dia, após 510km, chegamos a Puerto Maldonado e nos hospedamos no Wasai Eco Lodge e como estava chovendo muito decidimos jantar no hotel mesmo. Estávamos cansados e fomos dormir cedo.

Dia 12. Puerto Maldonado – Rio Branco/AC {Total: 5.230 km}

Depois do café da manhã seguimos em direção à fronteira com o Brasil, foram 230 km por uma estrada muito boa, a fronteira foi rápida, apenas carimbos nos papéis. Era hora de nos despedirmos do Peru.

img_2052

Logo que entramos no Brasil, as estradas começaram a apresentar uns buracos enorme, tivemos que andar a menos de 80 km/h e ter muito cuidado, pois os buracos estavam dos dois lado da estrada, era uma vergonha aquela condição de asfalto. O visual fora da estrada é muito bonito, cheio de fazendas de bois e castanheiras.

Foram 575 km e chegamos cedo em Rio Branco, foi necessário realizar a troca das pastilhas de freio, afinal, já tínhamos completado mais de 5.000 km. A noite saímos de táxi para jantar e comemos uma excelente Moqueca de Pirarucu.

img_7125

Dia 13. Rio Branco/AC – Jaru/RO {Total: 6.050 km}

Saímos cedo de Rio Branco e já pela manhã cruzamos do estado do Acre para Rondônia. Notamos uma mudança na vegetação, que agora tinha mais partes alagadas e poucas fazenda, fomos para Jaci Paraná pegar a balsa que faria a travessia do Rio Madeira, que levou aproximadamente 30 minutos.

DCIM100MEDIADJI_0117.JPG

Pegamos um pouco de chuva a tarde o que já estava comum de acontecer todos os dias, as famosas chuvas do norte, e ao fim do dia depois de rodar 800 km chegamos a Jaru onde temos um amigo de longa data que mora lá, encontramos com eles e saímos para um animado jantar.

img_2106

 

Dia 14. Jaru/RO – Pontes e Lacerda/MT {Total: 6.777 km}

Depois do café da manhã seguimos viagem e rodamos praticamente o dia todo por boas estradas e sem muito movimento. Pegamos novamente muita chuva a tarde e tivemos que colocar as capas de chuva.

Rodamos 727 km e paramos para dormir na cidade de Pontes e Lacerda e não tínhamos boas opções de hotel porque estava tendo um show sertanejo na cidade, então nos restou um hotel na beira da estrada e pedimos uma pizza para jantar no hotel mesmo.

Aproveitamos que tinha máquina de lavar e secar roupas disponível para uso e deixamos algumas roupas limpas para o restante da viagem.

Dia 15. Pontes e Lacerda/MT – Rondonópolis/MT {Total: 7.440 km}

Saímos cedo do hotel e seguimos rumo ao Mato Grosso. As estradas começaram a ficar mais movimentadas de caminhões e pegamos tanto trechos bons quanto ruins de asfalto. Perto da hora do almoço passamos por Cuiabá e quase desmaiamos de calor, a temperatura beirava os 42º C, almoçamos num posto e seguimos viagem.

Passamos pela cidade de Juciara e o movimento aumentou muito, alguns momentos até tudo parado e fila de caminhões porque a rodovia estava em obra. Até Rondonópolis foi um trecho muito pesado e chegamos ao hotel muito cansados depois de 660 km.

Nos hospedamos no Comfort Hotel & Suítes Rondonópolis, um hotel excelente com piscina, perfeito para o descanso que precisávamos e bem em frente ao Shopping, onde fomos jantar a noite.

img_2120

Encontramos um grupo de motoqueiros que fariam a mesma viagem que a nossa, só que entrando no Peru pelo Acre e aproveitamos para trocar muitas idéias.

Dia 16. Rondonópolis/MT – Presidente Venceslau/SP {Total: 8.290 km}

O café da manhã do hotel era muito bom, com direito a tapioca e tudo. Rodamos por uma estrada dupla e muita bonita logo pela manhã, margeado por lavouras de soja.

DCIM100MEDIADJI_0133.JPG

Na beira da estrada vimos também muita criação de avestruzes e fazendas de gado. Cruzamos várias vezes com casais de araras sobrevoando a moto, realmente uma experiência maravilhosa.

Chegamos em Campo Grande na hora do almoço e comemos numa churrascaria do posto mesmo, pois não queríamos perder tempo entrando na cidade. A tarde cruzamos novamente o Rio Paraná para dormir na cidade de Presidente Venceslau, já em São Paulo, e o pôr do sol no rio foi algo sensacional.

img_2145

Rodamos 890km e dormimos no K. Hotel, um hotel na rodovia excelente para quem está em viagem, super novinho e aconchegante e tinha restaurante em frente facilitando muito a vida.

Dia 17. Presidente Venceslau/SP – Ponta Grossa/PR {Total: 8.800 km}

Acordamos muito animados para nosso último dia de viagem e como a estrada estava bem tranquila, a manhã rendeu muito bem.

Chegamos para o almoço em Ponta Grossa, após 490 km, e fomos na nossa churrascaria preferida na cidade para comemorar o sucesso da nossa viagem. Foram 8.800 km de muitas aventuras, companheirismo e lembranças inesquecíveis de uma viagem incrível.

img_2162

Obrigado pela Visita…

Letícia e Cássio

1

19 comentários em “Machu Picchu – Peru (2016)

  1. Show de bola sua viagem e bem divertida de ler, você narrou de tal maneira que me senti viajando com vocês!! hahahahaha Parabéns e em breve farei uma viagem dessas desbravando a America do Sul!!! Abraços!!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Muito, muito legal o relato e as fotos de vocês. Aliás, devo lhes dizer que comprei um drone só porque vi as imagens espetaculares que vocês fizeram. Eu e minha esposa vamos sair de Minas no final de dezembro/17 e vamos pelo Acre. Vi que vocês voltaram pelo AC em janeiro então pergunto: vocês pegaram chuva todos os dias? Havia desmoronamentos na cordilheira? Estou preocupado com isso. A última: deu para visitar Machu Pichu, ollnanta e cusco sem chuva? Se vocês puderem responder, agradeço muito. Abraço e parabéns pelo blog.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olá Renilson… Obrigada pela visita!!! Com certeza farão ótimas imagens!!! Quanto a chuva: sim, pegamos chuva quase todos os dias no fim do dia, mas nenhum desmoronamento e nenhum perigo na pista, apenas andamos com atenção redobrada e mais cuidado. Já na visita do Machu Picchu: chegamos em Ollantaytambo de moto e sem chuva, conseguimos fazer umas visitas a pé nos sítios arqueológicos na região com tempo bom e no dia de subir ao Machu Picchu mesmo começamos a visita sem chuva, lá pela hora do almoço choveu bastante mas depois o tempo limpou e a vista ficou linda!! É importante levar capas de chuva na mochila no dia da visita… Espero que tenha ajudado… façam uma ótima viagem!!! Abraços

      Curtir

  3. Olá queridos. Li todo o relato de vocês. Estou impressionado. Parabéns pela viagem e pela experiência explicada. Eu moro em São Paulo e no meio desse ano de 18 quero ir a Cesco tb. Vou de tenere 250, entrando em MS, Bolívia e Peru, e na volta fazer o mesmo percurso que vcs até Rondonopolis, depois sul de GO e sul de MG e entrar em SP
    Penso em rodar 8000km. Estou pegando várias dicas e lendo muito sobre o assunto. Obrigado por compartilhar sua experiência!!!

    Curtir

  4. Ola,
    Muito bom seu relato e trajeto efetuado.
    Num certo ponto voce comenta que postos de gasolina sao escassos no Peru.
    Voce poderia falar um pouco mais sobre isso?
    Tenho uma GS e não sei se devo levar galão de gasolina.
    Alguma dica das maiores distancias que voce percorreu sem posto disponível?
    Conheço o trajeto ate Atacama mas não cheguei at’e o Peru.
    Muito grato
    Eduardo

    Curtir

    1. Olá Eduardo, obrigada pelo comentário !!!! Os postos de gasolina no Peru são parecidos com a Argentina, se você já foi até o Atacama, não terá grandes dificuldades, porém recomendo levar mesmo assim o galão de combustível, nós sempre estávamos com ele cheio, e tivemos que usar umas duas vezes pelo caminho, quando o posto estava fechado ou sem gasolina !!! Mas mais do que 200 km sem posto é difícil acontecer !!!
      Desejamos uma ótima viagem !!! Abraços

      Curtir

  5. Bom dia, incrivel viagem parabens! Estamos em planejamento para realizar uma parecida até cusco!! Me permita fazer uma pergunta, a estrada de cusco a ollantaytambo é tranquila pra fazer com garupa? ela é pavimentada e com trechos de terra? ou total terra? Vale a pena ir de moto?? a minha ideia era deixar a moto em cusco, e fazer esse trecho via tour vale sagrado.

    obrigado, e parabens!

    Curtir

    1. Olá Anderson !!! Obrigada pela visita !!! A estrada entre Cusco e Ollantaytambo é pavimentada sim, no nosso vídeo aparece um trecho em estrada de terra, mas porque nós optamos por ir por dentro do Vale Sagrado, mas a rota que as Vans e Ônibus de turismo fazem é tudo por estrada pavimentada, portanto, super tranquilo para ir com garupa !!! E vale muito a pena ir de moto, a estrada é muito bonita… porém tem que ter hospedagem em Ollantaytambo, pois é necessário pegar um trem de lá até o Machu Picchu, e todo esse trajeto incluindo o passeio leva um dia inteiro !!! Espero ter ajudado e desejamos uma ótima viagem a vocês !!! Abraços !!!

      Curtir

  6. Estamos pensando em fazer um trajeto parecido e esse texto ajudou muito!! A nossa maior dúvida é financeira: quanto (mais ou menos) vocês investiram na viagem? Obrigada e parabéns!!

    Curtir

    1. Bom dia Maria Clara, tudo bem ?? Obrigada pela visita !! Esse valor é difícil te dizer porque depende muito do tipo de hospedagem que você vai escolher e as refeições também variam muito, mas considerando isso tudo e gasolina, acredito que uns 5 mil reais pro casal seria suficiente !!

      Curtir

  7. Bom dia, uma pergunta, qual o motivo de vocês não terem rodado pela Bolívia? Já viajei pela Argentina e Chile e sempre me senti seguro, quero fazer Machu Pichu no ano que vem, mas eu gostaria de passar pela Bolívia pra conhecer mais um país, mas tenho medo e nao tenho encontrado relatos de casais que fizeram esse trecho. Detalhe: viajo sempre sozinho com a esposa.

    Curtir

    1. Bom dia Tiago !! Obrigada pela visita !! Então, o motivo de não rodarmos pela Bolívia é exatamente por não nos sentimos seguros e as informações sobre as fronteiras que tínhamos era sempre de atraso pra cruzar, burocracia com documentos, então na época optamos por evitar essa fronteira que poderia atrasar nossa viagem !! Talvez hoje tenha mudado algo, teria que pesquisar com quem foi recentemente !! De qualquer forma desejamos uma ótima viagem, o Peru é um país incrível !!!

      Curtir

  8. Olá, pretendo fazer essa viagem em janeiro 2023 com esposa, é possível entrarmos em contato para trocarmos algumas figurinhas? Somos de Cascavel e pretendemos viajar só o casal? Se puder entrar em contato, pode ser pelo e-mail

    Curtir

Deixar mensagem para flavio Vieira Martins Cancelar resposta