Itália (2016)

Vídeo da Viagem

Roteiro da Viagem

ita

Tudo pronto para começar a Viagem:

IMG_3858

Dia 1. Milão – Merano {Total: 302 km}

Saímos do Brasil no dia 18 de Maio de 2016, com um vôo de São Paulo até Milão.

Chegamos tarde em Milão, jantamos e fomos descansar. No dia seguinte pegamos nossa Moto Ducati Multistrada 1200 2015, alugada na loja: HP Motorrad http://www.noleggiohpmotorrad.it/

Seguimos sentido Merano, com a idéia de passar pelo Passo del Stelvio, que é uma rodovia com 60 curvas, que contornam os Alpes Orientais, entre a Suíça e Áustria, porém como tinha nevado a poucos dias, para nossa tristeza a passagem estava fechada.

Passamos por um região onde se podia apreciar o verde dos vales, a tranquilidade dos lagos e ainda se via montanhas branquinhas cobertas de neve.

A noite saímos a pé passear pela cidade e jantar. Provamos uma deliciosa Burrata que é um queijo mozarela recheado com massa fresca e creme de leite fermentado, acompanhado de Parma.

Dia 2. Merano – Veneza {Total: 600 km}

Pela manhã seguimos para Verona, uma pequena e agradável cidade, sempre cheia de turistas a procura de uma história de amor… Tudo em Verona faz lembrar “Romeu e Julieta”.

Almoçamos uma Pizza na Piazza Delle Erbe e seguimos viagem sentido a Veneza. Logo após cruzar a ponte que dá acesso a cidade, a circulação de veículos já não é mais possível, então paramos a moto num estacionamento particular que custou 15 Euros a diária.

Veneza é famosa pela beleza de sua arquitetura e obras de arte e diferente de qualquer outro lugar do mundo, pois é totalmente cortada por rios, tudo se faz a pé ou de Vaporetto, que são barcos parando em diversas estações ao longo do Grande Canal, um canal enorme que corta toda a cidade de ponta a ponta e você vai passar por ele várias vezes para se locomover por lá.

A vista mais bonita de Veneza é no Campanário de São Marcos, também conhecido como Torre Veneziana, que fica na Piazza San Marco. A vista é incrível e o lugar é realmente alto sendo possível ver toda a cidade de Veneza com uma visão 360º. Para subir no Campanário de São Marcos é cobrado uma taxa de 8 euros.

Dia 3. Veneza – Volterra  {Total: 1.000 km}

Saímos cedo de Veneza e como era domingo nossa idéia era assistir ao Moto GP em Mugello. Chegamos perto das 14 hrs e fomos achar bons lugares para assistir a corrida.

Foi pura emoção, ficamos na torcida do Valentino Rossi, que infelizmente saiu depois de cinco voltas quando a moto dele estourou o motor.

Depois da corrida, seguimos viagem para Volterra, na região da Toscana, onde pudemos realmente sentir a atmosfera medieval andando pelas ruas estreitas do centro. O coração da cidade medieval é a Piazza dei Priori com o maravilhoso Palazzo dei Priori, hoje a prefeitura. Volterra foi o cenário para Lua Nova, o segundo livro de vampiros da saga Crepúsculo escrita por Stephanie Meyer. No livro, Volterra é a casa do Volturi, um antigo grupo de vampiros.

Dia 4. Volterra – Nápoles  {Total: 1.580 km}

Saímos cedo de Volterra e o tempo não estava muito bom, quando conheçamos a andar caiu uma chuva forte e paramos num restaurante na beira da estrada para esperar a chuva passar. Assim que o tempo melhorou seguimos viagem, e logo chegamos na costa italiana, em Santa Marinella para almoçar.

IMG_3444

A tarde seguimos para Nápoles e assim que chegamos tivemos um pouco de dificuldade em nos locomover de moto: ruas estreitas, movimentadas e com fama de perigosa nos deixou mais atentos, mas não tivemos nenhum problema, apenas não deixamos a moto estacionada na rua, colocamos num estacionamento particular ao custo de 15 euros a noite.

IMG_4271

Saímos a pé pelas ruelas do Centro Histórico que são um verdadeiro labirinto: estreitas, cheias de gente e um ótimo passeio para quem quer conhecer uma Itália bagunçada e adorável. Nosso objetivo era achar a Pizzaria onde a personagem da atriz Julia Roberts no filme COMER, REZAR E AMAR rendeu-se à pizza napolitana e apaixonou-se por ela, mais especificamente na tradicionalíssima Pizzaria da Michele. Depois de 45 minutos de fila, conseguimos provar a melhor pizza de todas, era deliciosa…leve, saborosa e individual…então não teve jeito!!!

Dia 5. Nápoles – Ravello (Costa Amalfitana)  {Total: 1.640 km}

Acordamos super cedo em Nápoles porque pegaríamos uma balsa para ir a Ilha de Capri às 07 hrs da manhã, porém como o mar estava muito batido não conseguimos ir com a balsa rápida que leva 45 minutos, então esperamos até as 09 hrs e pegamos uma balsa mais lenta, que leva 1:30 hrs para chegar. Como não era possível cruzar de moto, deixamos a moto estacionada em Nápoles.

Com cerca de 10 km quadrados, a Ilha de Capri está rodeada pelo encantador mar verde-esmeralda do Mediterrâneo e lotada de gente bonita e elegante, um cheiro delicioso domina as ruas devido as fábricas de perfumes que usam laranja e limão siciliano para extrair essências.

Não conseguimos visitar a Gruta Azzura devido ao mal tempo, mas as belas vista durante o dia todo valeram a visita à Ilha de Capri. No fim da tarde pegamos outra balsa lenta e voltamos para Nápoles pegar a moto no estacionamento e seguir viagem para Ravello, na Costa Amalfitana. À noite iniciava as comemorações do Casamento dos nossos amigos Jack e Mari, com um belo jantar de recepção e encontro com vários amigos, cada um contando sua aventura até aquele dia.

Dia 6. Ravello (Costa Amalfitana)

Ficamos hospedados no B&B Mimí e após um manhã bem dormida para repor as energias, saímos passear a pé pela cidade. Ravello é puro charme com seus eventos culturais, música, tesouros da arte e jardins de frente para o infinito mar da Costa Amalfitana. Visitamos a Villa Cimbrone, um belo jardim que possui raras espécies de plantas, estátuas, fontes, templos e grutas artificiais.

Almoçamos num lugar maravilhoso, Restaurante Villa Maria, contemplando a maravilhosa vista da costa. À tarde fomos descansar e nos arrumar para o casamento que começava às 17 hrs no Belmond Hotel Caruso, um antigo Palácio do Século XI, construído em penhascos, parecendo flutuar em uma ‘sacada’ sobre o Mar Mediterrâneo.

Era o lugar perfeito para um casamento memorável. Um jantar maravilhoso, boa música e muitas risadas com bons amigos.

Dia 7. Ravello (Costa Amalfitana)

Pela manhã visitamos a Villa Rufolo que fica no centro de Ravello, ao lado da catedral. O ponto alto da visita são os jardins dispostos em diferentes níveis e a vista que é o Cartão Postal de Ravello, as duas cúpulas.

IMG_4452

No almoço nos reunimos novamente para a comemoração dos 30 anos do noivo, com um belo cardápio italiano: Salada Caprese, Massa ao Molho de Limão Siciliano, Tiramisú para a sobremesa e Vinho local.

A tarde seguimos a pé para Amalfi, que é a principal cidade da Costa Amalfitana e já foi uma potência marítima, mas hoje é mais conhecida por ser um balneário tranquilo de impressionante beleza arquitetônica. No caminho, muita produção de limão siciliano, degustado num delicioso Gelato Italiano.

Dia 8. Ravello (Costa Amalfitana) – Roma  {Total: 1.958 km}

Saímos cedo de Ravello, na mala uma garrafa de Limoncello como lembrança, e combinamos de ir a Positano tomar café da manhã com um casal de amigos, Juliana e Dean, no Hotel Le Sirenuse. Positano é um colorido nas montanhas, famosa pela excelência dos artesões e belas fachadas. De qualquer ponto da cidade é possível admirar a cúpula colorida da Igreja de Santa Maria Assunta.

Seguimos viagem passando por Sorrento, uma cidade que pode vangloriar-se do clima, da beleza, da localização e do cenário romântico em meio ao mar e as montanhas.

IMG_3834

No fim da tarde chegamos em Roma, e logo seguimos para o Coliseu de moto, o maior e mais famoso símbolo do Império Romano, era um enorme anfiteatro reservado para combates entre gladiadores ou opondo esses guerreiros contra animais selvagens.

IMG_4047

Dia 9. Roma

Tiramos o dia para visitar os principais pontos turísticos de Roma a pé, deixando a moto estacionada na frente do hotel, já que ficamos hospedados num bairro tranquilo chamado Prati, próximo ao Vaticano.

Começamos com um Tour Guiado pelo Vaticano, vistando os Museus do Vaticano, a Basílica de São Pedro que é inconfundível e pode ser vista praticamente de qualquer ponto da cidade, foi construída entre 1506 e 1626 e é lá que se encontra a famosa Cappella Sistina pintada por Michelangelo.


Seguimos para o Foro Romano que era o centro comercial, religioso e político da Roma Imperial, o Palatino: uma das sete colinas de Roma e é uma das partes mais antigas da cidade, segundo a lenda, Roma teve origem exatamente nessa colina. No almoço fomos ao Ristorante Alfredo di Roma, praticamente um ponto turístico da cidade, onde surgiu o tão famoso Molho Alfredo, que só leva manteiga e queijo na preparação e tem um sabor incomparável.

Visitamos a Fontana di Trevi: mais famosa e ambiciosa construção de Roma que foi inaugurada em 1735, a Piazza Navona: belíssima praça que nos tempos da antiga Roma era o Estádio de Domiciano.

 

Dia 10. Roma – Montalcino  {Total: 2.166 km}

Era domingo de manhã e não podíamos deixar Roma sem assistir a Missa do Papa no Vaticano, então caminhamos até a Basílica que perto das 10 da manhã já estava lotada.

Assistimos toda a Missa e perto das 12 hrs o Papa fez seu passeio como de costume no Papa Móvel e causou euforia na comunidade de cristãos que estava presente, uma verdadeira emoção.

A tarde seguimos viagem voltando para uma das regiões mais belas e românticas da Itália, a Toscana. Fomos a Montalcino, um vilarejo conhecido em todo o mundo pela sua produção do precioso vinho tinto Brunello di Montalcino.  Um bom Brunello pode ser guardado por 10 a 30 anos se mantido em condições ideais e liberado para consumo após 1° de janeiro do quinto ano depois da colheita, portanto mais de 5 anos de preparação.

Ficamos hospedados num excelente B&B, chamado Scalette Piazza Montalcino, com uma vista maravilhosa da região da Toscana. No fim de tarde sentamos na praça degustar um Brunello e Queijo Pecorino com mel, uma delícia. Para o jantar fomos na Osteria Porta il Cassero por indicação da gerente do hotel e adoramos.

Dia 11. Montalcino – Florença  {Total: 2.398 km}

Pela manhã seguimos nosso passeio parando para visitar o Castelo Banfi, um dos principais produtores de vinho da Toscana, fundado em 1.978 com o objetivo de elaborar vinhos de qualidade em grande escala.

A Enoteca Banfi é um lugar enorme que recria o ambiente de um verdadeiro armazém toscano, que antigamente era um depósito de vinho. A tarde seguimos pela Rota do Vinho na estrada S 222 passando pelas regiões de Radda in Chianti e Greve in Chianti, grandes produtores de Chianti (Clássico e Reserva), outro vinho famoso da Toscana.

No fim do dia chegamos a Florença, capital da Toscana, e considerada uma das cidades mais importantes do mundo das artes, pois foi onde o Renascimento nasceu. Cruzamos a pé uma das pontes mais famosas da Europa, a Ponte Vecchio, que foi poupada pelas bombas jogadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, construída em 1345 sobre o Rio Arno. Para o jantar procuramos pela Bistecca alla Fiorentina, um prato fiorentino por excelência que é um corte alto com osso de carne bovina de raça Chianina, típica toscana, feita mal passada na brasa e acompanhado de um bom Vinho Chianti chamado Ruffino.

Dia 12. Florença – Maranello  {Total: 2.700 km}

Saímos cedo de Florença para visitar a Torre di Pisa, que é uma construção da Idade Média, e começou a ser construída em 1174 e finalizada em 1350 e se caracteriza pela inclinação por ter sido construída sobre um terreno de argila e areia, materiais pouco firmes para sustentar uma edificação daquele porte.

Durante a tarde seguimos para Maranello e chegando na Cidade da Ferrari fomos na loja Push Start que atua no ramo de aluguel de Ferrari. A loja possui uma frota com 9 Ferraris e uma equipe de confiança treinada para atender todos os passageiros. Alugamos uma Ferrari Califórnia, que foi um modelo desenvolvido pensando no uso diário e viagens de fim de semana, sempre garantindo as sensações que só uma Ferrari pode oferecer.

O modelo é conversível com 4 lugares e o desempenho é ótimo graças ao ao motor V8. É um carro extremamente veloz, podendo atingir 310 km/h de velocidade máxima. São menos de 4 segundos para atingir 100 km/h. O ronco do motor é demais. O instrutor nos acompanhou o tempo todo mostrando o trajeto, como usar a máquina e melhores lugares para acelerar. O trajeto foi todo filmado e no fim do passeio compramos a pendrive com o filme completo. Foi uma experiência inesquecível.

Dia 13. Maranello – Milão  {Total: 2.925 km}

Pela manhã passeamos por Maranello e para os amantes de carros e automobilismo, a Ferrari é sempre uma referência e representa muitas vezes um sonho. Conhecedores da paixão de muitos por carros e pelo seu funcionamento, a Ferrari oferece a oportunidade de conhecer a sua história e o seu modo de fabrico abrindo as portas do Museu da Ferrari.

A Fábrica da Ferrari não é aberta ao público pois para visitar a linha de produção é preciso ter um veículo da marca, mas graças ao empenho de um amigo italiano, Mirco Romagnoli, nascido perto da fábrica, conseguimos uma visita exclusiva.

Inaugurada em 1947, a fábrica da Ferrari conta com 2.750 empregados que trabalham muito satisfeitos, afinal, a Ferrari vem investindo na qualidade de vida na cidade. São prédios modernos e bem iluminados e a avenida principal, não à toa chamada de Enzo Ferrari, atravessa praticamente todo o complexo, enquanto as ruas transversais recebem o nome de grandes pilotos que já vestiram as cores da Scuderia. O complexo soma 165 mil m2 de área verde, com mais de 200 árvores plantadas.

Visitamos também o prédio da Scuderia e a equipe possui e opera uma pista de testes no mesmo local, o Circuito de Fiorano construído em 1972, que é usado para testar carros de rua e de corrida. No almoço fomos ao Ristorante Il Cavallino, onde almoçava Enzo Ferrari, com um serviço refinado e  é uma verdadeira imersão no mundo da conceituada fabricante de carros italiana, com muitas peças históricas, fotos de personalidades, capacetes autografados, troféus, tudo muito bem disposto com elementos decorativos nas cores da marca.

A tarde seguimos viagem de volta a Milão, pois teríamos de devolver a moto até as 18 horas, completando 2.925 km de belas paisagens, cidades encantadores e muitas histórias para contar. Uma viagem que com certeza ficará para sempre em nossas memórias. Finalizamos a viagem passeando pela Duomo di Milano, uma das mais belas catedrais góticas do mundo e um belo Spaghetti Alla Carbonara num restaurante super recomendado: Il Bacaro del Sambuco.

Obrigado pela Visita…

Letícia e Cássio

1

Um comentário em “Itália (2016)

Deixar mensagem para Priscila Schebeski Cancelar resposta