Austrália (2016)

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Arrumando as malas:

 Saímos do Brasil dia 27 de Julho de 2016 e pegamos um vôo chegando em Sydney, após longas 30 horas de viagem. Descansamos assim que chegamos no primeiro dia e saímos logo cedo para conhecer a cidade no dia seguinte.

Sydney é a capital do estado de New South Wales (Nova Gales do Sul) e é a cidade mais populosa da Austrália com aproximadamente 4,6 milhões de pessoas. Pela manhã visitamos o Opera House, também conhecido como Teatro de Sydney, que é um dos edifícios de espetáculo mais marcantes a nível mundial e um dos principais símbolos da Austrália. Outro ponto famoso é a Harbour Bridge, ponte que liga o centro financeiro de Sydney com a costa norte, residencial e comercial.

À tarde passeamos pelo charmoso bairro The Rocks que é o mais antigo da cidade e nos fins de semana acontece uma feira com produtos artesanais e comidas locais. Provamos um Espetinho de Carne de Canguru, que pode parecer estranho mas é uma carne muito consumida na Austrália e estava suculenta, o gosto não diferia muito do de uma carne de boi, o sabor era apenas um pouco mais acentuado.

Depois do almoço pegamos um balsa que sai da baía de Sydney e vai para o Zoológico Taronga. Vimos cangurus, coalas, demônio da Tasmânia e algumas das espécies mais venenosas de cobras, além de animais de diversas partes do mundo.

À noite curtimos o pôr do sol na Darling Harbour, que é um porto que abrigava docas e um pátio ferroviário desativado e hoje possui uma vida noturna agitada com seus restaurante e bares.

Fomos descansar depois de um longo dia que caminhamos impressionantes 30 km pela cidade. No dia seguinte pegamos um vôo cedo de Sydney para Brisbane, onde alugaríamos nossa moto. Alugamos nossa moto pelo site: {www.bikeroundoz.com}

Dia 1. Brisbane – Byron Bay {Total: 303 km}

Aproveitamos o restante do dia para conhecer Brisbane que é a capital do estado de Queensland e terceira maior cidade do país. Brisbane tem dias ensolarados e noites refrescantes e como é a única capital australiana subtropical, foi intitulada de a ‘Cidade dos Dias Ensolarados’.

Passeamos pelo bairro de South Bank, muito conhecido pela sua vida noturna agitada e pela sua praia artificial. Fomos na famosa Chocolateria Max Brenner onde é possível observar as máquinas produzindo chocolate no meio da loja.

Saímos de moto no dia seguinte logo pela manhã, e começamos visitando a Universidade onde o Cássio estudou há 15 anos: Shafston University. As primeiras horas dirigindo em mão inglesa foram complicadas, principalmente dentro da cidade para fazer conversões e rotatórias, mas logo o Cássio pegou o jeito. À tarde seguimos para o sul de Brisbane, onde está Gold Coast (Costa do Ouro), uma longa área de praias com areia dourada, resorts, parques temáticos, reservas de vida selvagem e muito frequentada por surfistas.

No fim o dia chegamos em Byron Bay, parada obrigatória para quem quer conhecer praias com areais brancas e águas cristalinas. A praia forma uma grande curva até chegar ao Cabo Byron, o ponto mais oriental da Austrália. No topo do morro um farol com 22 metros de altura e construído sobre uma rocha de cem metros proporciona uma vista espetacular.

Ficamos hospedados em Cabana no Camping, chamado Glen Villa Resort, que tem várias vantagens em relação aos hotéis: são mais baratos, a moto fica estacionada em frente ao quarto e facilita muito a carga e descarga das malas da moto, sempre possuem uma cozinha o que permite cozinhar e relaxar tomando um bom vinho e tem máquinas de lavar e secar roupas. Passamos no mercado a noite e fizemos um jantar delicioso na cabana, massa com camarões.

Dia 2. Byron Bay – Armidale {Total: 774 km}

Seguindo pela costa, chegamos para o almoço em Coffs Harbour, que é a Capital da Banana, muito desenvolvida e repleta de praias lindas. Almoçamos na Marina de Coffs Harbour e seguimos viagem.

Percebemos que as estradas são realmente muito boas, mesmo tendo optado por estradas secundárias a maioria do percurso, mas é preciso muita atenção. Primeiro com os cangurus, que vimos vários mortos na pista e por isso evitamos andar de moto no fim da tarde e outra questão importante é o respeito à sinalização. Como as rodovias do país são muito bem monitoradas, o risco de um policial ou de uma câmera flagrar você fazendo algo errado é muito grande.

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Chegamos para dormir na cidade de Armidale, bem pequena mas muito simpática. O tempo já começou a mudar e no começo da noite começou a chover e não parou mais.

Dia 3. Armidale – Hunter Valley Pokolbin {Total: 1.139 km}

Saímos perto das 9 hrs da manhã debaixo de chuva e como esperar a chuva passar não era uma opção, colocamos as capas e aceleramos.

Durante o dia encontramos muito canguru na estrada, mas dentro de propriedades então não ofereciam risco algum. O destino hoje era a Região Vinícola Hunter Valley, a mais antiga da Austrália e famosa por seus jantares requintados, escolas de culinária, galerias, retiros de spa e campos de golfe.

Ficamos hospedados numa vila na cidade de Pokolbin, chamado Pokolbin Village, muito bem localizado e perto das principais vinícolas e centro comerciais. Fomos até o Roche State, um espaço que oferece restaurantes, degustações dos queijos da região e várias vinícola. Fizemos uma Degustação de Queijos e do Vinho Tempus Two, e trouxemos uma garrafa para casa.

Dia 4. Hunter Valley Pokolbin – Katoomba {Total: 1.389 km}

Seguimos viagem para a simpática cidade de Katoomba onde fica a região das Blue Mountains, que são um conjunto de montanhas maravilhosos e um dos pontos turísticos mais visitados. Lá fica a famosa montanha Three Sisters, ou Três Irmãs. O dia estava muito nublado e frio, mas mesmo assim conseguimos ótimas fotos.

Ficamos hospedados no Katoomba Caravan Park, e no fim da tarde começou a chover muito, e não restou outra alternativa a não ser passar no mercado, comprar comida e vinho e nos aquecer na cabana. Fizemos para o jantar Hambúrguer de Canguru.

Dia 5. Katoomba – Gundagai {Total: 1.774 km}

Saímos de Katoomba com muita neblina, mas a medida que fomos descendo as montanhas em direção a Gundagai, o tempo melhorou e saiu um belo sol.

Começamos a entrar numa região muito agrícola e com muitas fazendas de ovinos, pois países como Austrália e Nova Zelândia são reconhecidos mundialmente por sua alta produtividade e criações altamente tecnificadas, visando à produção de carne e lã.

Sendo assim, para o jantar fomos de Cordeiro Assado com Cuscus Marroquino, ficou uma delícia. Ficamos hospedados no Gundagai Tourist Park, e aproveitamos para lavar todas as nossas roupas para continuar viagem.

Dia 6. Gundagai – Corowa {Total: 2.009 km}

O dia amanheceu tão gelado e com geada no banco, que não teve jeito, nossa moto não pegou e precisamos pedir ajuda à recepção do hotel para ligar a moto.

Depois de resolvido o problema, seguimos viagem para Corowa, onde tínhamos uma visita agendada na Revenda da Case logo pela manhã. Passamos um dia muito agradável na companhia do Revendedor Phill, que nos recebeu muito bem.

Conhecemos toda a região agrícola de Corowa, incluindo trigo, cevada, canola e fazenda com ovelhas. A tarde visitamos outro produtor da região e até pudemos ver cangurus correndo pelo meio da fazenda dele.

Dia 7. Corowa – Halls Gap {Total: 2.459 km}

Logo pela manhã apreciamos um lindo nascer do sol, da cabana onde estávamos hospedados, que fica nas margens do Murray River, um imenso rio que ostenta vinhedos, pomares, desfiladeiros de calcário e parques nacionais protegidos pela UNESCO.

A tarde chegamos na cidade de Halls Gap que é uma pequena vila no coração do Grampians National Park, um parque muito procurado para quem gosta de atividades na natureza. Tem caminhadas com diversos níveis de dificuldade e escolhemos uma trilha de 1,6 km até uma pedra com vista da vila Halls Gap, o Lago Bellfield e toda a zona circundante.

Chegando no Camping que ficamos hospedados, o Halls Gap Caravan Park, tivemos nosso contato mais direto com os cangurus, pois eles ficam em bandos entre os quartos pastando. São bem tranquilos e comiam grama da nossa mão, inclusive faziam pose para uma Selfie.

Dia 8. Halls Gap – Torquay {Total: 2.889 km}

Pela manhã seguimos viagem para a Great Ocean Road, a estrada mais fascinante da Austrália e listada como um Patrimônio Nacional Australiano. Tem 243 quilômetros ao longo da costa sudeste da Austrália e foi construída entre 1919 e 1932 por soldados que retornaram da Primeira Grande Guerra Mundial e possui um monumento dedicado às vítimas. O The Arch é um arco perfeito, muito bem esculpido pela erosão, que possui 8 metros de altura. O azul da água é uma coisa impressionante.

A mais importante atração turística são os Doze Apóstolos, formações rochosas que estão espalhadas no mar, próximas da praia.

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Seu formato peculiar se deve à erosão, que desgastou os paredões de pedras ao longo da costa, formando entradas e arcos que foram quebrando com o tempo e hoje restam apenas 8 das 12 rochas.

Outra parada importante é o Loch Ard Gorge, simplesmente umas das praias mais lindas e paradisíacas que já vi. É cercada por paredões de rocha e ali aconteceu o naufrágio mais famoso da Austrália, do navio Loch Ard em meados de 1.800, quando vinha da Inglaterra.

Após um dia inteiro de vistas maravilhosas e paradas de tirar o fôlego, chegamos na aconchegante cidade de Torquay, praia tranquila e ponto final da Great Ocean Road.

Dia 9. Torquay – Melbourne {Total: 3.015 km}

Saímos cedo de Torquay com destino a Melbourne para devolver a moto e pegamos muito vento lateral no trajeto, sorte que eram apenas 100 km de distância.

Aproveitamos a tarde para conhecer Melbourne, fazer algumas compras e nos despedir desse país maravilhoso e surpreendente.

Obrigado pela Visita…

Letícia e Cássio

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