Deserto do Atacama (2015)

 Vídeo da Viagem

Roteiro da Viagem

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Tudo pronto para começar a Viagem

Dia 1. Ponta Grossa – Posadas (Argentina) – 810 km

Saímos de Ponta Grossa/PR dia 25 de Dezembro de 2015, às 09:30 da manhã. O dia estava muito quente, pegamos temperaturas em torno de 33 graus e fizemos a entrada na Argentina pela cidade de Barracão – Bernardo de Irigoyen.

No fim do dia chegamos a Posadas, fomos ao Hotel Urbano Posadas e depois saímos para jantar na beira do Rio Paraná. A noite estava muito agradável e aproveitamos para caminhar um pouco pela cidade.

Dia 2. Posadas – Santiago del Estero – {1.750 km}

Saímos cedo do hotel e já pela manhã pegamos muito calor, em torno de 38 graus, almoçamos num posto em Presidente Roque Sans Peña e durante a tarde tivemos que ter muito cuidado com os animais pastando na beira da rodovia. Durante o dia cruzamos vários pedágios e não pagamos nenhum, apenas passamos por uma cancela lateral.

No fim da tarde paramos numa barraca na beira do asfalto para comer melancia e descansar. Fomos parados apenas uma vez pela Gendarmeria Argentina e apenas para conferência de documentos.

Dia 3. Santiago del Estero – Cafayate – {2.150 km}

Seguimos viagem cedo e passamos pela cidade de Rio Hondo, onde acontece o Circuito de Moto GP que foi remodelado para se tornar mais moderno e seguro. Passando pela Ruta 38 chegamos a cidade de Tafí del Valle que está praticamente no centro de um belo vale separada por montanhas. Tiramos fotos com as lhamas na estrada.

Chegamos a tarde na cidade de Cafayate, terra das uvas brancas Torrontés, passando por várias vinícolas e passeamos pelo centro da cidade. Seguimos para nosso hotel que era mais afastado e lá almoçamos empanadas e tomamos um vinho branco produzido no próprio hotel, de nome La Punilla. Descansamos e mais tarde demos uma volta pela propriedade e jantamos no próprio hotel.

Dia 4. Cafayate – Purmamarca – {2.665 km}

Saímos cedo do hotel e voltamos para a cidade de Cafayate abastecer, pois nos informaram que até a Vinícola Colomé, que era nosso destino para o almoço, não teria nenhum posto de gasolina e abastecemos os galões reservas também.

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Seguimos para a Ruta 40 e logo no início pegamos uma estrada de Ripel, que é um tipo de estrada de terra com muita pedra e num lugar com muita areia caímos da moto. Paramos para fotos em Quebrada de las Flechas.

Como o rendimento na estrada de terra era muito baixo demoramos muito mais que o programado e chegamos para almoçar na Vinícola quase às 14 hrs. Vimos um vídeo sobre a história da vinícola que é a mais alta da Argentina e produz um Vinho Malbec à 2.600 m de altitude. Como não pudemos tomar vinho no almoço, levamos uma garrafa na bagagem degustar mais tarde.

A tarde passamos por muitos rios, vales, pegamos muitas curvas fechadas e muito frio enquanto subíamos para o topo da montanha, o Abra del Acay que está à 4.895 m de altitude.

Usamos os galões reservas para abastecer as motos, visto que não encontramos nenhum posto de gasolina mesmo no caminho, e seguimos viagem.

Quando estava começando a escurecer chegamos em Santo Antônio de Los Cobres e por sorte tinha um único posto de gasolina na cidade para abastecermos. Seguimos à noite pelo ripel até chegarmos no destino, porém tivemos que ter muito cuidado com animais que cruzavam a pista o tempo todo. Devido ao atrasado pela dificuldade da rota, chegamos no hotel às 22 hrs (Hotel Colores de Purmamarca)  e como não tinha restaurante e todos na pequena cidade de Purmamarca já estavam fechados, nos contentamos em comer barrinha de cereal e tomar água e depois um banho e uma bela noite de sono merecido.

Dia 5. Purmamarca – San Pedro de Atacama (Chile) – {3.071 km}

A falta de jantar na noite anterior foi compensada pelo ótimo café da manhã que encontramos na cozinha que tinha no quarto do hotel, com uma bela vista para o Sierro Siete Colores.

Na saída do hotel encontramos com um casal de moto na rodovia (Eric e Sônia) que seguiam também para San Pedro de Atacama e então resolvemos seguir viagem juntos. Chegamos nas Salinas Grandes para fazer fotos e continuamos juntos para Paso de Jama para fazer a fronteira entre Argentina e Chile.

Como era muito alto o local da aduana, tivemos uma dor de cabeça devido a altitude e a Sônia nos ofereceu umas folhas de coca para mascar, muito comum e muito usado pelos locais.

Levamos duas horas na alfândega pois chegaram dois ônibus de turistas na nossa frente e o número de funcionários atendendo era bem reduzido.

Na entrada do Deserto do Atacama propriamente dito, pegamos muito frio subindo à 4.700 m de altitude, e depois muito calor descendo até 2.400 quando chegamos em San Pedro de Atacama. Passamos pelo Vulcão Licancabur que fica localizado entre o Chile e a Bolívia. O vulcão domina a paisagem da área do Salar de Atacama e é possível avistá-lo praticamente o tempo todo, exceto nos dias que a região apresenta céu encoberto – o que é raro. É considerado um vulcão semi-ativo. Não há registro oficial da sua última erupção.

San Pedro de Atacama é considerado o lugar mais seco do mundo mas consegue atrair um número impressionante de turistas do mundo inteiro – e que não pára de crescer. A explicação é sua paisagem singular e impressionante. Mesmo com sua intensa atividade no turismo, o pequeno povoado de 5 mil habitantes não se entrega às modernidades e preserva ruas de terra e casinhas rústicas erguidas com adobe, como nos velhos tempos em que os primeiros atacamenhos viviam na região, há 11 mil anos.

Eric e Sônia foram se hospedar no mesmo hotel que nós, deixamos as motos no hotel e voltamos para o centro para almoçar no Café Adobe, o mais típico restaurante da região. Passeamos pela praça, pelas feirinhas, compramos lembranças da cidade e a noite ficamos contemplando o céu mais lindo e cheio de estrelas que já tínhamos visto até então. São Pedro de Atacama é um dos melhores lugares do mundo para se observar o céu. Ficamos no Hotel Iorana Tolache, e a noite tivemos muita dificuldade para dormir, devido a baixa umidade do ar, e tivemos que molhar toalhas e colocar no rosto para conseguir respirar melhor.

Dia 6. San Pedro de Atacama – Antofagasta – {3.431 km}

Logo pela manhã, após o café, seguimos em direção à Laguna Cejar com os amigos Eric e Sônia. Entramos na lagoa, que tem uma água muito gelada, e ficamos flutuando devido a grande presença de sal. Foi uma sensação incrível tentar mergulhar e ver que era impossível.

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Tomamos banho e seguimos viagem, nos despedindo de Eric e Sônia que ficariam mais alguns dias na cidade. Seguimos para Antofagasta pegando muito calor cruzando o deserto, com temperaturas acima de 36 graus. Pegamos muito vento lateral, o que exigia atenção redobrada na pilotagem. Passamos por muitas minas a céu aberto e no fim do dia avistamos o Oceano Pacífico e chegamos no Monumento La Portada.

A noite demos um volta na cidade de Antofagasta e fomos jantar num restaurante peruano, chamado Mocha, para experimentar o famoso ceviche e cordeiro típico peruano.

Dia 7. Antofagasta – La Serena – {4.357 km}

Seguimos viagem cedo, descendo pela costa chilena, e chegamos ao Monumento Mano del Desierto, ponto alto da viagem, e sensação de missão cumprida. Tínhamos definitivamente cruzado o Deserto do Atacama de Moto.

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Seguimos pegando muita variação de temperatura durante o dia, muito vento lateral, e muita região desértica até chegarmos a praia de La Serena no fim do dia. Como era dia 31 de Dezembro, fomos para o hotel, tomamos banho e nos arrumamos para passear pela praia de nos despedirmos de 2015 com um grande sorriso no rosto.

Dia 8. La Serena – Casablanca – {4.877 km}

Carregamos as motos cedo e seguimos para Viña del Mar para almoçar. Pegamos muito frio pela manhã e quando chegamos a praia estava movimentadíssima e restaurantes a beira-mar todos lotados. Conseguimos estacionar as motos na calçadas na frente de um restaurante muito bom e nos deliciamos com ceviches e chivitos.

A tarde seguimos para a região vinícola de Santiago, chamada Casablanca, e chegamos no nosso Hotel chamado Indomo Casablanca, a melhor surpresa de hospedagem que tivemos, umas barracas muito bem estruturadas, em torne de vinte, montadas numa fazenda e com cama de casal, banheiro privado para cada barraca ao lado e área para refeições. Como não tinha restaurante no hotel buscamos uns sanduíches e tomamos nosso Vinho Colomé que estava guardado na mala. Uma delícia de noite.

Dia 9. Casablanca – Santiago – {5.050 km}

Pela manhã seguimos para o centro de Santiago, chegamos no próximo hotel, estacionamos as motos e fomos com um motorista do hotel de carro para uma visita na Vinícola Concha Y Toro. Conhecemos toda a propriedade da família, almoçamos, degustamos vinhos, conhecemos o famoso Casillero del Diablo, uma cave subterrânea que Don Melchor Santiago de Concha y Toro mandou construir com condições ideais de temperatura e umidade, usada para esconder as bebidas que ele selecionava para seu deleite.

Logo os empregados da propriedade souberam que ali estavam os melhores vinhos e garrafas começaram a desaparecer. Furioso com os sucessivos sumiços, Don Melchor espalhou um boato de que o próprio diabo vivia dentro daquele Casillero, assombrando o lugar e assim resolveu o problema. Compramos uma garrafa do Vinho Don Melchor para trazer para casa. Voltamos ao hotel descansar e a noite saímos a pé para jantar no Restaurante Japonês Peruano chamado Osaka, que fica no Hotel W Santiago.

Provamos o Menu Degustação e tomamos um Vinho Branco da região de Casablanca. Sem dúvidas um dos melhores restaurante que já fomos.Imperdível.

Dia 10. Santiago – Mendoza (Argentina) – {5.542 km}

Pela manhã tomamos café, abastecemos as motos e seguimos viagem com destino a Mendoza, na Argentina. Cruzamos a Cordilheira dos Andes na rodovia que propicia uma das passagens de maior emoção, principalmente para motociclistas: a Travessia dos Caracoles.

Uma sucessão de curvas fechadas – são 27 no total – em que até mesmo motos devem trafegar em velocidade reduzida, disputando espaço com caminhões e outros veículos que por elas “rastejam”. Chegamos na Aduana para entrar na Argentina e ficamos mais de uma hora na fila.

Seguimos viagem pegando muito vento lateral até chegarmos em Mendoza e quando chegamos seguimos para a região do Valle de Uco, onde dormiríamos. Paramos para o almoço na Vinícola Salentein, e fizemos uma pequena degustação com empanadas.

Fomos ao hotel chamado La Morada Guesthouse que fica dentro de uma vinícola, descansamos e a noite saímos com o carro do hotel para jantar no Restaurante Los Postales.

Dia 11. Mendoza – {5.650 km}

Como tinha chovido a noite toda e ainda chovia pela manhã, tomamos café mais tarde e só depois seguimos para uma outra região vinícola de Mendoza, Luján de Cuyo.

Depois de ficarmos algum tempo perdidos pelas estradas de terra, chegamos ao hotel e deixamos as motos, seguindo de táxi para uma visita numa vinícola da região, Clos de Chacras, para almoço.

Provamos o Menu Degustação, com entrada, prato principal e sobremesa, todos harmonizados com vinhos próprios e depois seguimos para uma visita pela área de produção e envase de vinhos.

Voltamos ao hotel descansar e a noite fomos de táxi ao Shopping Palmares para jantar uma Pizza e degustar mais um bom vinho.

Dia 12. Mendoza – Rio Cuarto – {6.130 km}

Acordamos cedo para seguir viagem e como chovia muito, precisamos colocar capas de chuva para poder seguir. Paramos para abastecer e encontramos um casal muito animado de moto que estava na estrada há mais de um mês e voltavam do Ushuaia.

Almoçamos no posto e durante a tarde pegamos mais chuva até chegar na cidade de Rio Cuarto. Aproveitamos que chegamos cedo no hotel para ir ao spa e fizemos sauna, hidromassagem e massagem relaxante. A noite jantamos no restaurante do hotel um Bife de Chorizo.

Dia 13. Rio Cuarto – Yapeyú – {7.061 km}

Saímos cedo de Rio Cuarto e cruzamos de Santa Fé para a cidade de Paraná pelo Túnel que passa sob o Rio Paraná. Almoçamos num posto e seguimos viagem a tarde pegando muito calor. No fim do dia chegamos a cidade de Yapeyú, ainda na Argentina, para dormir.

Dia 14. Yapeyú – Ponta Grossa – {8.115 km}

Saímos de Yapeyú às 06:50 da manhã e tomamos café no posto que paramos para abastecer. Quando estávamos quase na divisa com o Brasil o pneu da nosso moto furou e como tínhamos um kit de reparo com tubinhos de gás e tudo, em 5 minutos consertamos e seguimos viagem.

Paramos em Bernardo de Irigoyen para comprar vinhos e azeite de oliva, e mesmo com tanta bagagem, conseguimos levar pra casa ainda incríveis 6 garrafas de vinho.

Começou a chover muito e colocamos capas de chuva para poder seguir viagem e a tarde rendeu muito e paramos para a última abastecida em Guarapuava.

Chegamos em casa por volta das 22 hrs, cansados porém muito realizados com esta viagem maravilhosa que deixará ótimas lembranças.

Total da Viagem: 8.115 km – 14 dias

Obrigado pela Visita… Letícia e Cássio

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Um comentário em “Deserto do Atacama (2015)

  1. Que show!!! Gostei muito do BLOG de viagens que montaram. Já vi quase todos os vídeos e li todos os posts. Incrível! Há pouco mais de 1 mês abri um Canal no Youtube para falar das trips assim como vocês. Pretendo fazer algumas expedições semelhantes. Já empreendi 2 viagens pelo Chile, Argentina e Uruguay as quais documentei no Youtube –
    https://www.youtube.com/channel/UCT0Ukn3MuPDN0P5M5BFQO_g/featured

    Parabéns pelas trips, imagens, vídeos e muito obrigado por compartilharem dicas de roteiros e lugares conosco. Show !!!!

    Um abraço

    Thiago Berardi
    contato@bigtrailadventure.com
    (41) 998557878 whats.

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